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Biografia

Nascido em Angra dos Reis – RJ (1978), de ascendência indígena e portuguesa, e criado em Volta Redonda – RJ, desde logo convive com duas indústrias de grande porte: a Usina Nuclear Angra 1 e a CSN – Companhia Siderúrgica Nacional.

Por força do sindicalismo de seu pai e do dia a dia na periferia, desde criança que se habituou a ouvir sobre lutas trabalhistas, a deparar-se com a desigualdade e a questionar as relações de poder.

Em 1996, teve a primeira participação numa banda enquanto percussionista, integrando os Tchaka Fire (ska, reggae, funk, hip-hop). Mais tarde, com amigos, cria a banda Gusa cujo nome designa a lava quente que produz o aço, principal ‘produto’ de sua cidade. A mistura de samba com música industrial, hip-hop e rock produzida pela banda era acompanhada de um aparato cénico e performático já que as percussões ecoavam a partir de tanques de metal, chapas, correntes e bidões.

É nesta altura que começa a compor, sob grande influência do hip-hop.

Andando minha vida vou seguindo em frente fechando minhas feridas vou abrindo a mente

2003 é o ano em que funda o Espaço Cultural Francisco de Assis França – ECFA em Volta Redonda, ONG Ponto de Cultura que se dedicou a vários projetos na área educativa, social e cultural em 12 comunidades. Ao aprofundar o trabalho em bairros de periferia e favelas, conseguiu agregar valores, fundamentar convicções e conferir maturidade a um dos projetos-âncora do ECFA: o blocodeconcreto – percussão com materiais descartáveis.

Foi através deste projeto que chegou a Portugal em 2010, a convite de uma organização juvenil. Entre Porto e Lisboa, adaptou a metodologia do blocodeconcreto à realidade nacional, intervindo nos bairros sociais do norte e nas escolas e associações do sul. Atuou, ainda, no âmbito associativo alemão e já enquanto co-fundador da Associação Cultural Pantalassa, apresentou este trabalho também em São Tomé e Príncipe graças a uma residência artística apoiada pela DGArtes, em 2012.

A idéia é dar voz e autonomia com toda liberdade nas decisões, todas as decisões são tomadas pelo coletivo, não há hierarquia

qualquer crença não importa quando bate a porta tem que se ligar e acertar as idéia torta

O projeto ampliou-se por outras comunidades e geografias. No presente, em Vila Nova de Famalicão, residem duas bandas fruto das oficinas do blocodeconcreto – os Favela 31, grupo composto por jovens de etnia cigana e os 2-noventa, projeto que integra jovens moradores do Bairro das Lameiras. Outro exemplo positivo é o das Tukbatuk, banda formada exclusivamente por meninas adolescentes em Guimarães, junto da Casa do Povo de Fermentões.